Novo gênero de videogames apela à criatividade dos jogadores

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Written on 22:47 by The Spirit

Permitir que os jogadores ajudem a criar games, além de jogá-los, está se tornando mais que uma moda, devido a Spore, da Electronic Arts, e LittleBigPlanet, da Sony.

As novas expansões de Spore, produzido pelo estúdio Maxis da Electronic Arts, continuam a incentivar a criatividade dos jogadores, e há uma sequência sendo preparada para LittleBigPlanet, ambas as quais se destacam pelo uso de conteúdo gerado pelos usuários.

Spore é essencialmente uma coleção de ferramentas de edição que permite que os jogadores inventem criaturas e as orientem pela evolução, com mais de 65 milhões de criaturas, espaçonaves e edificações desenvolvidos por usuários e publicados até o momento no site spore.com.

Depois de lançar Spore para computadores, Spore Creatures para o Nintendo DS e Spore Origins para celulares em setembro passado, a Electronic Arts tem quatro novos jogos da série planejados para este ano.

Spore Galactic Creatures, o primeiro pacote de expansão para a versão em computador, sai no segundo trimestre, enquanto Spore Creature Keeper, um título separado para computador dirigido a usuários mais jovens, chega na metade do ano.

Embora a popular série The Sims e seus muitos pacotes de expansão e extensão a outras plataformas tenham registrado vendas mundiais superiores a 100 milhões de unidades, Lucy Bradshaw, vice-presidente de produção da Maxis, disse que Spore é o lançamento mais vendido na história da EA e o jogo que vende mais rápido na história da companhia.

Bradshaw afirma que as vendas mundiais dos diferentes títulos da série Spore ultrapassaram os 3 milhões de unidades e que houve mais de 6 milhões de downloads do pacote gratuito de software de edição Creature Creator.

Michael Pachter, analista de videogames na Wedbush Morgan Securities, estima que a EA tenha vendido cerca de 2,2 milhões de cópias apenas da versão para computador, em todo o mundo, e acredita que os novos títulos da série Spore ajudarão a pagar os 50 milhões de dólares em custos de desenvolvimento que a empresa bancou nos últimos cinco anos.

Mas mesmo com essas expansões, Spore tem um longo caminho para se tornar sucesso de público como aconteceu com The Sims. Parte do problema foram os cinco anos de antecipação gerada pela EA que geraram grande expectativa.

"Spore não cumpriu as expectativas mais otimistas", disse Dean Takahashi, editor de videogames do site VentureBeat.com. "Até agora, as vendas estão na casa dos milhões o que mostra que ainda não cumpriu previsões de que seria uma franquia como The Sims."

Mas enquanto os usuários trabalham duro gerando conteúdo, a EA se concentra nas novas versões.

Spore Galactic Adventures dá aos jogadores a mesma tecnologia que a EA Maxis usou para criar o jogo original. Assim, além das ferramentas para criação de mundos, os usuários poderão criar suas próprias aventuras e compartilhá-las com outros.

"É bem fácil criar jogos de quebra-cabeças ou mandar os jogadores salvarem a princesa de um labirinto ou criar múltiplas aventuras", disse Bradshaw. Os jogadores podem até mesmo inventar diálogos para as histórias que montam com seus personagens.

"Nós fizemos Spore poderoso o bastante para permitir aos jogadores produzirem seu próprio conteúdo e agora nós criamos algo que permite aos usuários usar esse conteúdo para contarem suas próprias histórias e produzirem seus próprios jogos", disse Morgan Roarty, produtor executivo de Spore Galactic Adventures.

Fonte: Terra Games

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